



























A cor ficou lá… no Perú e no Equador!
Países vizinhos com uma coluna vertebral partilhada, a cordilheira dos Andes e marcas de uma fascinante diversidade cultural, desde a grande civilização inca à invasão e colonização espanhola.
Tudo se vende, compra e troca, num desenrascar de negócios emergentes, desde regatear preços de táxis a trocar euros e dólares em cambistas de rua. É uma mistura de sentidos, como se mesclassem diversas especiarias: doces, picantes, de cheiro agradável ou não, e o resultado final fosse uma caixinha de surpresas, que surpreende em cada esquina.
O caos realmente é uma ordem por decifrar, e nestes países, a génese desse código está patente nas marcas de um povo que luta para não perder as raízes, mas que não está preparado, nem acho que mereça, para viver um mundo “ocidentalmente americanizado” trazido há muitos anos por um conquistador, por isso… a cor ficou lá!
E aqui, aos nossos olhos, resta-nos o preto e branco das suas vidas!







"...perdido numa viagem de moto táxi por zonas não descritas nos guias turísticos, parei numa encosta, e deparei-me com um enorme cemitério, onde o comum dos peruanos repousa para a eternidade. Não resisti e… entrei. Aturdido pelo impacto da visão apocalíptica e acolhedora, falei com os presentes: o guarda do cemitério, que se mostrou preocupado com a minha segurança, por ali estar de câmara em punho, mas contente por saber que aquelas fotos poderiam correr mundo; uma família que estava a velar um corpo, chamaram-me para beber um sumo e partilhar com eles aqueles momentos de dor, pela perda do ente querido, mas não de sofrimento, pois achavam que iria para um lugar melhor que a nossa terra. Não acredito em lugares melhores ou piores, mas compartilho com eles um sentimento… esse lugar será de certeza menos injusto."
Trujillo - Perú